Mostrando postagens com marcador Death Metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Death Metal. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Avatar

Decembre Noir - Forsaken Earth

3 comentários

Gênero: Doom/Death Metal
País: Alemanha
Ano: 2016

Comentário: Decembre Noir é uma banda alemã da cidade de Erfurt, na Turíngia, que se formou em 2008 e lançou seu debut em 2014. Forsaken Earth é seu segundo álbum, lançado em Agosto. E o fato é: matou uma saudade imensa que eu tinha de um álbum nesse nível de Doom/Death.

Estamos aqui falando de uma banda, em todos os efeitos, pequena e pouco conhecida no cenário. Porém de uma qualidade tanto técnica quanto criativa descomunal dentro de um gênero onde bandas, atualmente, só se destacam em dois sentidos: serem profundamente melancólicas onde outras bandas ainda não chegaram, ou em serem mais experimentais dentro do estilo o quanto puderem. Estamos falando de um estilo infelizmente saturado, onde ouvir os clássicos muitas vezes vale mais a pena que notar novos releases. Decembre Noir, no entanto, preza por outro caminho, o mesmo que muitas bandas falharam: o de reinventar fórmulas clássicas de maneiras efetivamente boas. E consegue.

O disco é calcado fortemente nas bases atuais do estilo, de bandas como Swallow The Sun, October Tide ou Novembers Doom, mas consegue ter uma identidade própria evidente em todas as faixas. Essa identidade própria aparece na forma com que a banda lida com as variações de velocidade. No geral, os riffs são, obviamente, cadenciados e melancólicos, mas a cozinha frequentemente se arrisca em blast beats e levadas mais rápidas, o que dá um peso descomunal ao som da banda, que é já naturalmente pesado devido a afinação grave e levada arrastada.


Aos fãs de Novembers Doom, por exemplo, arrisco dizer que Decembre Noir soará especialmente incrível. Fora os americanos do Novembers, pouquíssimas bandas arriscam instrumentais tão constantemente próximos do Death Metal quando se trata de Death/Doom atual, sob o risco imimente de diminuir a carga emocional do estilo. O que justamente não só não ocorre com Novembers Doom e Decembre Noir, como é exatamente intensificado quando se reunem vocais ocasionalmente limpos com o instrumental esporrante. Os vocais limpos de Decembre Noir não são tão melódicos, o que eu particularmente considero totalmente condizente com a proposta mais direta da banda, ainda que em certas músicas claramente uma maior melodia não faria tanto mal. Mas os riffs não tão lentos são perfeitamente bangeáveis e isso torna a musicalidade da banda fluida, ainda que melancólica, algo que soa maravilhosamente bem.

Para quem, assim como eu, estava saturado de repetitividade em novos lançamentos em Death/Doom, mas, ao mesmo tempo, não conseguia parar de ouvir bandas como Swallow The Sun, Draconian, Novembers Doom, October Tide, Doom:VS e afins: ouça sem medo. Caso sejas novo no estilo, Decembre Noir também não deixa de ser um excelente convite. Forsaken Earth é ótimo, sólido e foge da monotonia muito bem.



Tracklist:

1. In This Greenhouse of Loneliness and Clouds 06:42
2. Small.Town.Depression 06:46
3. Ghost Dirge 05:45
4. The Vast Darkness 08:42
5. Waves of Insomnia 14:17
6. Distant and Unreachable 07:40

OUÇA: Spotify

domingo, 18 de janeiro de 2015
Avatar

Desolate Shrine – The Heart of the Netherworld

0 comentários

Gênero: Death Metal
País: Finlândia
Ano: 2015

Comentário: Hora de retomar as atividades e compartilhar com vocês ao longo do ano as bandas que chamaram minha atenção. Já estamos na segunda metade do mês de Janeiro, que já tem uma lista de lançamentos interessantes para se acompanhar.

O primeiro álbum que trago aos seguidores do Ignes Elevanium em 2015, é o terceiro álbum de estúdio dos finlandeses do Desolate Shrine. The Heart of the Netherworld veio com a missão de manter as boas críticas recebidas pelos dois lançamentos anteriores.

Assim como ocorreu nos outros álbuns da banda, The Heart of the Netherworld traz toda aquela influência do Death Metal Old School, mas não se limita apenas em repetir aquilo que muitas bandas fazem. Claro que a banda não tem uma sonoridade sem igual, algo que você vai escutar e sair falando para todos os seus conhecidos que encontrou uma sonoridade nova, longe disso. Mas dizer que o Desolate Shrine não possui qualidade, seria um erro.

A banda soube como inserir muito bem elementos vindos do Black Metal e Doom Metal. O álbum com cerca de uma hora de duração é composto por sete faixas, que trazem uma sonoridade carregada por uma atmosfera sombria e sufocante. Desde a faixa "Intro", que abre o disco, a banda lança o ouvinte nessa atmosfera citada.

O instrumental ficou bem elaborado, trazendo guitarras que variam entre momentos em que soam um pouco estridentes e outros momentos em que tem certa dissonância. A faixa de divulgação do álbum, intitulada "Black Fires of God", traz um instrumental direto e bem agressivo, com ótima participação dos dois vocalistas, além de uma bateria altamente impactante. A faixa que leva o nome da banda, vai de um início muito cadenciado e com leves dedilhados na guitarra, além de uma percussão calma, à um instrumental que sabe combinar passagens mais sombrias e pesadas.

"Leviathan" é outra faixa de destaque. Mantendo a a fórmula das guitarras mais dissonantes com um instrumental sufocante, a banda é capaz de equilibrar tudo de maneira que o ouvinte não perca o interesse. Os guturais cavernosos contidos na faixas são ótimos, e quando combinados com os vocais mais ríspidos, tem um resultado bem interessante. A faixa título é uma "pedrada" com doze minutos de duração, trazendo uma ótima evolução ao decorrer do tempo. Riffs insanos se estendem ao longo da faixas, que traz passagens mais estáticas e algumas com o instrumental mais arrastado. A faixa se encerra com uma bela passagem acústica, demonstrando como a banda se empenhou em trabalhar uma sonoridade mais rica e variada.

O álbum foi lançado pela Dark Descent Records, a mesma gravadora de bandas que lançaram ótimos álbum em 2014, como: Empitness, Horrendous e Thantifaxath. De momento, posso dizer que a aposta da gravadora nos finlandeses do Deslote Shrine foi um acerto. The Hearth of the Netheworld soa agradável, trazendo uma sonoridade extrema que não soa limitada aos rótulos que podem ser atribuídos ao Desolate Shrine.





Tracklist:

01. Intro
02. Black Fires of God
03. Desolate Shrine
04. Death
05. We Dawn Anew
06. Leviathan
07. Heart of the Netherworld

Ouça em: Spotify


terça-feira, 18 de novembro de 2014
Avatar

Horrendous - Ecdysis

0 comentários

Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Ao lançar seu álbum de estréia The Chills no ano de 2012, o Horrendous se apresentou como mais uma banda que buscava resgatar a essência do Death Metal em sua melhor época. O álbum de estréia rendeu boas críticas, trazendo uma banda com um grande potencial a ser utilizado em seus próximos trabalhos.

Em Ecdysis, o Horrendous premia aqueles que confiaram e apostaram que a banda poderia repetir o impacto causado com o primeiro álbum. A banda consegue resgatar elementos do Death Metal sueco e da cena americana, e dar uma cara mais atual ao som. Ecdysis consegue prender a atenção do ouvinte desde seu momento inicial, com uma sonoridade bastante agradável, bem produzida e que demonstra uma progressão em relação ao seu antecessor.

A banda soube como introduzir um repertório que não causa cansaço ao ouvinte, trazendo passagens mais intensas, um peso sob medida e até passagens acústicas, como ocorre na faixa instrumental The Vermillion. Focando na parte brutal da sonoridade, creio que os apreciadores do estilo não irão reclamar de faixas como Nepenthe e Heaven's Deceit, que são bem estruturadas e apresentam solos memoráveis. Outra característica marcante do álbum é a clareza no instrumental, permitindo ao ouvinte ter uma nitidez mais precisa de cada instrumento.

Lançado pela Dark Descend Record, Ecdysis traz um total de 10 faixas que totalizam cerca de 44 minutos de duração. Mais um lançamento de qualidade dentro do Death Metal no ano de 2014 e possivelmente um dos destaques dentro do estilo. O Horrendous vem para se reafirmar como uma banda que não quer ser apenas mais uma no meio de tantas outras.




Tracklist:

01. The Stranger
02. Weeping Relic
03. Heaven's Deceit
04. Resonator
05. The Vermillion (Instrumental)
06. Nepenthe
07. Monarch
08. When The Walls Fell (Instrumental)
09. Pavor Nocturnus
10. Titan

Ouça em: Spotify


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Avatar

Sepultura - Roots

0 comentários


Gênero: Death Metal / World Music / Nu Metal / Thrash Metal
País: Brasil
Ano: 1996

Comentário: Global Metal, documentário dirigido por Scot McFadyen e Sam Dunn, é um retrato didático e contemplativo da hegemonia mundial do gênero por todo globo. Através deste exímio trabalho descobrimos a existência de cenas em lugares inóspitos como na Índia, Indonésia e Israel, países estes cuja cultura local interfere, mas ao mesmo tempo acrescenta diversidade sonora de inúmeras bandas locais que sobrevivem no underground graças à um público devoto e seleto. Mas porque fazer menção a este trabalho já que o objetivo, como o título entrega, é falar sobre Roots do Sepultura? Simples: o filme realizado em 2008 inicia justamente no Brasil tendo como foco o legado deixado pelo álbum e o seu efeito mundo afora.

Lançado em 1996, Roots é de longe o mais ousado disco dos brasileiros do Sepultura. Max durante entrevista presente em Global Metal justifica essa ousadia dizendo que não há necessidade de se copiar a estética sonora gringa, pois existe no meu próprio país uma identidade cultural enorme e de alguma forma posso e tenho que expor este legado agregado ao meu trabalho. E é justamente esta herança o diferencial deste clássico.

Produzido por Ross Robinson e a própria banda, o disco traz à tona elementos já tradicionais ao grupo como as sonoridades tharsh, death, mas agora acrescida de muita brasilidade. Para tanto, o hoje malfadado Carlinhos Brown foi a peça crucial neste processo. Responsável pela parte percussiva do álbum, ele agregou ainda outros instrumentos nacionais como o berimbau e o timbau, recursos este que adicionaram ainda mais peso a música do Sepultura. Imagine uma canção/hino como "Ratamahatta" sem estes elementos? Impossível. Não obstante, para ainda mais se aprofundar em nossas raízes o grupo passou dias como os índios Xavantes, no Mato Grosso do Sul. A convivência gerou não só uma nova visão de mundo como também a faixa instrumental "Itsári" gravada junto a tribo.

Mas não é só no campo sonoro a grande diferença visível neste disco. Nas letras a herança punk de Max Cavalera ainda predomina ("Attitude", "Spit" são bons exemplos), porém agora há espaço para abordar nossas origens indígenas associado ao passado sangrento desta era como visualizamos na pungente canção de abertura "Roots bloody roots".

Voltando a sonoridade é admirável o encontro promovido na faixa "Lookaway". Nu metal na essência, gênero que aliás ainda engatinhava, a faixa tem guitarras em afinação baixa, arrastada e conta com Jonathan Davis (Korn) e o mestre Mike Patton (Faith No More) nos vocais, criatura e criador respectivamente.  

Infelizmente este é o último disco com a formação clássica da banda. Após o fim da turnê Max abandonou a banda, após homéricas brigas entre os integrantes. Ele formaria anos mais tarde o elogiado Soulfly e retomaria a parceira com seu o irmão no Cavalera Conspiracy. O Sepultura mudou substancialmente a formação e nunca mais seria o mesmo.  Porém, o estrago já estava feito.

P.S. Esta edição contém como duas bônus tracks duas: as covers de  "Procreation (of the wicked)" do Celtic Frost e "Symptom of the universe" do Black Sabbath.


Tracklist:

01 - Roots bloody roots
02 - Attitude
03 - Cut - Throat
04 - Ratamahatta
05 - Breed apart
06 - Straighthate
07 - Spit
08 - Lookaway
09 - Dusted
10 - Born Stubborn
11 - Jasco
12 - Itsári
13 - Ambush
14 - Endagered species
15 - Dictatorshit / Canyon Jam (hidden track)
16 - Procreation (of the wicked) - Celtic Frost cover
17 - Symptom of the universe - Black Sabbath Cover

Download: MEGA

sábado, 14 de dezembro de 2013
Avatar

Resurrection - Embalmed Existence

1 comentários
Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1993

Comentário: Acordei sedento pra compartilhar algo clássico, e veio a minha cabeça: "Por que não uma banda da Flórida, daquelas de death metal, e que não seja coxinha??". Ai logo me ocorreu Ressurection, e lá fui correndo upar esse disco, que é o único full-llenght da primeira fase da banda, e é de longe o melhor, sem sombra de dúvidas.

Como citado a cima, o grupo teve 2 fases, uma que durou de 1990 a 1996, ficando sem atividades até 2005, quando retornaram e gravaram uma demo e um disco em 2008, e permanecem na estrada até hoje. Esse album tem em sua formação Alex Marquez na bateria, Charles Haines e John Astl nas guitarras, Dave Scott no contrabaixo e Paul Degoyler nos vocais.

O disco trás um som muito técnico e linear, com um ar característico dos anos 90 pra mim e não foge em nada da qualidade dos grupos de Tampa. Mesmo sendo um disco relativamente curto, que não chega nem em 40 minutos de execução, o que vemos aqui é algo bem competente e honesto. A capa retrata bem o que eu quis dizer com "caracteristico dos anos 90", assim como a produção, que tem aquela sujeira e abafamento muito comum em plays dessa época.    

As narrações no começo das canções pode parecer chato pra alguns, é o que torna o album peculiar, e é até divertido. "Disembodied" abre o disco de maneira soberana, com uma bateria soberba, é permeada de quebradeira rítmica, além de um bumbo veloz, uma paulada. Os riffs também são bem criativos, e o contrabaixo sempre em evidência enriquecem muito o trampo. A faixa título é mais cadenciada, com um vocal bem focado e um contrabaixo genial, tem uma grande sacada que são arranjos feitos no teclado. Eu não poderia deixar de citar a cover do Kiss, que eu achei um pouco sem peso, muito igual a original, sem inovar, a não ser pelo vocal gutural, eles poderiam ter acelerado, ou brutalizado, mas feito algo diferente, mas mesmo assim, bom cover.

Resolvi postar esse disco, que não é muito cultuado, e até pouco conhecido, pra mostrar que a Flórida vai além de Deicide e Obituary, e essa é uma prova do que eu estou falando. Um disco muito bom, com todo gosto e nuance do Death Metal 90tista, um belo exemplar e download obrigatório pra quem gosta do "Deathão" clássico e esta um pouco estafado de coisas novas.Enjoy!!

Facebook  / Myspace

Tracklist:
1.Disembodied - 03:20      
2.Rage Within - 04:01    
3.Embalmed Existence - 04:30      
4.Smell of Blood - 03:53      
5.Torture Chamber - 03:53      
6.Eyes of Blind - 05:05      
7.Test of Fate - 04:11      
8.Pure Be Damned - 05:13      
9.War Machine (Kiss cover) - 04:37    

Download:
Mega / Rapidshare / Freakshare / Cloudzer / Zippyshare

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.