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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
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Русичі - Щебетала пташечка

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Gênero: Folk-Pop-Rock /Experimental & Alternativo
País: Ucrânia
Ano: 2008

Comentário: Como a Ucrânia chamou atenção para si nos últimos meses, achei que poderia aproveitar o momento para trazer novamente o disco Shchebetala ptashechka (Щебетала пташечка /  A Birdie Twittered) que eu havia publicado anos atrás. Por seu som alegre e boas vibrações, é uma boa para tentar se livrar um pouco das tensões e ao mesmo tempo me mascarar, fazendo-me parecer que só estou preocupado com nossos colegas ucranianos e não tenho a menor intenção de lucrar com essa postagem. Brincadeiras à parte (até porque não ganhamos um centavo sequer), um dos principais motivos por eu indicar o som de Rusychi (Rusyczi / Русичі) é pelo valor mantido ao seu idioma natal, embora não vire totalmente as costas ao inglês, e por apresentar uma mistura entre elementos da cultura ucraniana — à começar pelo seu nome, uma derivação de "rusychies/rutheni", que faz referência aos eslavos orientais, antepassados dos russos, bielorrussos e, claro, dos ucranianos — com o de outras, flertando com reggae, rock alternativo, hip hop, ska e funk.

Acaba não dependendo muito de distorções elétrico-instrumentais, deixando o som extremamente agradável e alegre, dando espaço ainda para outras inserções como o country e até bossa nova/samba, mergulhados na própria atmosfera folk da banda. Rusychi não faz nada de complexo, ou muito estranho, mas sabe como trazer a música popular, do agrado dos mais exigentes e tradicionais, aos ouvidos mais modernos e que buscam fugir da mesmice.

Todos esses elementos são acompanhados por instrumentos como sopilka, ocarina, cane sopilka (todas flautas) e outras, das quais me nego a tentar identificar, e pela voz de Mila Mazur que, com seu vocal presencial, acrescenta muito à banda, merecendo atenção nas entonações e performances quando as músicas caiem em algum estilo diferente e depois voltam ao folclórico.

Destaco a faixa "Вербовая дощечка", uma das músicas que melhor representam o lado folk do disco, servindo de boa introdução. "Грушечка" segue o clima da anterior, porém mais alegre e "Ти до мене не ходи" é agitada, onde a flauta e a guitarra se encaram enquanto o vocal se esforça mais para aparecer. Como última indicação, "Калино-малино", que fecha o disco de forma funkeada, agora liderada pelo vocal masculino, ficando Mila com o backvocal.




Tracklist:
1. Вербовая дощечка
2. Грушечка
3. Мав я раз дівчиноньку
4. Щебетала пташечка
5. Ти казала (Підманула)
6. Ой за гаєм (фрагмент)
7. Мала конопельки
8. Стоїть дівча
9. Ти до мене не ходи
10. Калино-малино

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Shebetala ptashechka ("Bird twittered") from Rusychi on Myspace.
sábado, 9 de agosto de 2014
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Brown Bird - Fits Of Reason

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Gênero: Folk / Indie Rock / Gypsy Music
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Se pudesse eu resumir o "Fits Of Reason" álbum de MorganEve Swain e Dave Lamb, que na época formavam o Brown Bird teria que recorrer a teorias de filosofia da linguagem advindas de Wittgenstein, mas ficarei mesmo com o adjetivo idiossincrático, resume bem esse trabalho.

Esse álbum, ao que tudo indica, é o último sopro do trabalho de Dave Lamb, morto por conta de uma leucemia no dia cinco de abril desse ano, morte bastante lamentável, já que assim que ouvi o trabalho do Lamb em "Fits Of Reason" e li um pouco do que o cara fazia passei a admirar consideravelmente o Brown Bird.

Sem longos rodeios, vamos ao álbum: como já disse idiossincrático ao extremo. A banda apresenta as cordas bem marcadas da Morgan em várias canções, vale citar aqui a introdução de "Barren Lakes". Aliás ao lado de Lamb no Brown Bird, Morgan, cujo principal instrumento é o violino, expandiu-se para tocar violoncelo, contrabaixo, viola e baixo elétrico. Tudo isso para seguir o propósito da banda - explorar e extrapolar limites de gêneros musicais. Por conta disso que se vê tantas referências na sonoridade do álbum: ritmo advindo do Médio Oriente, Psych-rock dos anos 60 e 70, pós-metal, música cigana, música latina  e por esse trilho segue. Por conta dessas referências todas é difícil ver associação do duo com o típico folk americano, mas a presença estadunidense está lá sim, mas escondida por detrás de cordas e tambores do oriente médio e da música cigana, pode ser citada aqui "Bow for Blade", que me parece, de fato, com um bom folk americano - e esse cantado pela Morgan.

Algo que marca bastante o grupo é a forma que eles aparentam ser mais do que um duo, isso porque o Lamb além de cantar também toca percussão com os pés - o que é uma grande vantagem e ganho na sonoridade complexa e misturada da banda, além de que o vocal dele é muito bem encaixado em todos os ritmos que os dão subsídio; a voz dele molda-se sem esforço a cada um desses gêneros que apresentam.

Ultimamente é um dos álbuns que eu tenho ouvido bastante e sem me cansar porque a cada novo play você não sabe o que o espera, as referências são inúmeras - tal qual a capa do álbum. Pois bem, no encaixe da razão, o pássaro marrom soube como manter suas asas bem fortes para voar por todo um universo musical e apresentar, coerentemente, um álbum inovador, marcante e intrigante. Vida longa a idiossincrasia wittgensteiniana em forma de música!



Tracklist:
01. Seven Hells
02. Nine Eyes
03. Bow For Blade
04. Barren Lakes
05. The Messenger
06. Iblis
07. Wayward Daughter
08. Hitchens
09. Abednego
10. Threads Of Measure
11. Caves

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quinta-feira, 3 de julho de 2014
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Josh Ritter – The Animal Years

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Gênero: Folk / Country / Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2006

Comentário: "The Animal Years", do Josh Ritter, cantor e compositor estadunidense nascido em Idaho, um dos 50 estados localizados na Região dos Estados das Montanhas Rochosas, chega a mim meio que para preencher uma necessidade recente de ouvir, com empolgação de devorar, até, mais e mais do folk/country feito recentemente nos Estados Unidos.

Interpreto aqui essa necessidade como cultural, já que me sinto cada vez mais ligado com esse pedaço tão tradicional e dúbio de um país tão autocentrado que cada vez mais exporta uma música e mais profundo ainda, uma visão artística e cultural de si mesmo que não condiz muito com esse som tradicional que vai se adaptando para poder agradar e se fazer ainda presente. Não tenho nada contra essa adaptação de um pedaço tao rico de um país para que ela ainda exista, acho até importante. Anteriormente apresentei aqui o Carolina Chocolate Drops, banda a qual mantêm acessa uma tradição outrora esquecida e incorpora essa sonoridade em canções contemporâneas, até E de certa forma o Josh ainda faz isso, mas flertando com o contemporâneo de uma forma diferenciada: inserindo elementos novos em sua tradição – mudando um pouco a roupagem para ainda se fazer presente.

"Girl in The War" abre o álbum com umas cordas bastante tradicionais e a voz do Josh segue ao estilo dos gêneros, é suave, mas marca, se faz muito bem ouvida. Mesmo vendo elementos tradicionais dos gêneros que Ritter carrega julgo que a faixa está no álbum mais para "quebrar o gelo" e poder, de fato, introduzir o melhor do estilo do cara, que vejo estar presente aqui em "Lilian, Egypt". Cordas rápidas, batida corrida, voz um bocado mais estridente, um ar country permeando tudo e taqueparel, uma vibe muito da boa. Tradicionalzão, mas de certa forma reinventado, com algo de rebelde e descompromissado na sonoridade. Pra mim, de longe, uma das melhores do álbum.

Na faixa anterior, “Monster Ballads”, vínhamos uma balada tipicamente country. Um ritmo lento e uma batida bem ritmada, com umas cordas elevando-se aos poucos, boa faixa, mas nada de tão inovadora perto de “Lilian, Egypt”. Aliás, essas duas faixas já citadas, mais a seguinte “Idaho” compõe muito bem a melhor passagem do álbum. “Idaho” é composta, basicamente somente com a voz do Ritter, voz essa que mostra toda sua potência e diferenciação, toda sua entrega ao cantar sobre o seu estado, ouvimos somente bem de relance o que provavelmente parece ser um violão solitário seguindo os passos do Ritter em uma canção com uma letra tão bonita e tão entregue quanto a interpretação. A faixa tem um tom low-fi, parece meio experimental, uma puta duma faixa pra um álbum que, inicialmente, se mostra tão “certinho”.

“In The Dark” coloca o álbum de volta aos seus eixos com mais uma baladinha, calma e tranquila, na medida certa, não é excepcional não. “One More Mouth” volta ao experimentalismo, com uma distorção na voz do Ritter, mas novamente aqui temos uma calmaria, mas confesso que me entreguei pra essa faixa de tão bonitinha que ela é, tão delicada, mas inovadora dentro do contexto do álbum.

O álbum ganha um tom mais sombrio em “Thin Blue Flame”, que ameaça até a começar como as outras faixas, mas no meio já ganha um vocal quase falado e um piano bastante do agressivo, que aos poucos vai crescendo junto com a batida e o vocal se tornando cada vez mais rápido e mais cuspido. E essa faixa é foda, tem um tom meio maligno e sombrio que descombina com o álbum, mas depois retorna ao que era, com uma letra tão densa quanto a canção. Sério, ouçam, a faixa deveria ser a escolhida para encerrar o álbum de tão arrebatadora, se encaixaria muito melhor do que “Here At The Rigth Time”




Tracklist:
01. Girl in the War
02. Wolves
03. Monster Ballads
04. Lillian, Egypt
05. Idaho
06. In the Dark
07. One More Mouth
08. Good Man
09. Best for the Best
10. Thin Blue Flame
11. Here at the Right Time

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quarta-feira, 18 de junho de 2014
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Jesper Munk – For In My Way It Lies

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Gênero: Indie Rock / Blues / Soul / Folk
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Graças ao Spotify (muitos obrigados a chegada desse aplicativo no Brasil, aliás) que conheci o Jesper Munk. Garoto nascido em 92, de Munique, na Alemanha, que apesar da pouca idade, já demonstra uma maturidade imensa em suas composições e sonoridade.

Logo em “Hungry For Love”, já vemos a raiz indie rock do álbum vir a tona. Uma guitarra muito bem marcada, o vocal semi-rasgado de Munk, um típico tom de rebeldia e descontrole na proporção certa e uma letra, de certa forma, visceralmente animalesca; fome de amor, por amor – uma boa letra em uma sonoridade quase agressiva, uma aglutinação perfeita para o estilo de Munk.

O garoto recorre muito ao blues também, só para exemplificar, citarei aqui, “Lady River Song”. Se na faixa anterior Jesper demonstra toda sua agressividade, nessa vemos uma entrega total da extensão de sua voz em comunhão com um puta instrumental. Fazendo coro com “Lady River Song” temos “Drunk on You”, de certa forma assemelha-se a uma baladinha com reminiscências de blues/folk (tal qual “You Won't See Me Go”, mesmo que essa carregue algo mais swingado.) e “Blue Shadows”, última faixa do álbum, na sequência de “Lady River Song” que se utiliza muito bem da guitarra, baixo e vocal, uma tríade de quase suprema excelência para encerrar o álbum.

Uma curiosidade sobre o “For in My Way It Lies”, o título do álbum fora retirado da primeira cena do terceiro ato de Macbeth, de Shakespeare, tentei fazer algumas associações do álbum com a tragédia shakespeariana, suas significações e personagens e talvez acha alguma semelhança entre esse amor e poder e o amor ao poder. É que no álbum de Jesper vemos um lado mais velado, um caminho que deve ser percorrido, de mentiras, ilusões e amores, bem não sei, mas fica como devaneio semi-filosófico por aqui.

Voltando ao álbum, ele tem faixas muito boas “Timeless Throne” evoca uma áurea soul para a sonoridade de Munk, enquanto “Blood or Redwine” tem algo de folk rock em sua essência – o álbum é bem heterogêneo, mas todos os ritmos impregnados nas canções conversam muito bem entre si, tornando o trabalho do Jesper Munk bastante diversificado, mas, de certa forma, homogêneo; com continuidade.

A introdução de “John's a Man” é simplesmente fantástica! Uma gaita muito da foda com uma distorção na voz do Jesper e uma guitarra ritmada por trás de tudo, marcando muito bem a faixa – dando uma inovação incrível ao álbum, fazendo-o ir para uma trilha inexplorada e inesperada; faixa muito boa, curta, mas totalmente coerente para flertar com esse universo de experimentações.

Pois bem, é um trabalho muito bom para um garoto tão novo. Ficarei de olho em seus próximos trabalhos, tendo em vista que, já em seu debut Jesper Munk conseguiu me impressionar e me prender vários e vários dias no caminho que escolheu percorrer.




Tracklist:
01. Seventh street
02. Hungry for love
03. The everlasting good
04. You won’t see me go
05. John’s a man
06. I love you
07. Our little boathouse
08. Drunk on you
09. Timeless throne
10. Blood or red wine
11. Lady river song
12. Blue shadows

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sexta-feira, 2 de maio de 2014
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Carolina Chocolate Drops – Genuine Negro Jig

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Gênero: (Prehistoric) Country / Folk / Blues
País: EUA
Ano: 2010

Comentário: Existe uma jornada a ser percorrida até que esse álbum venha de encontro a mim, pois bem, vamos a um pequeno resumo dela: estava eu deitado em minha cama, me preparando para dormir quando lembrei que queria ouvir a nova música do Manson que saiu como abertura de uma nova série (Salem, a qual eu já estou vendo apaixonado porque amo essa estética esotérica e etc). Fui pesquisar descobri a série e a música em uma abertura totalmente foda e um blues/folk por detrás daquela canção que eu achei foda.

Pois bem, fui dormir e no dia seguinte, ainda impressionado e sabendo o quanto eu gosto da estética envolvendo as bruxas de Nova Orleans e Salem, fui atrás do som dessas mesmas áreas, ou seja, joguei no Spotify a palavra “witches” porque sou adepto de que a internet pode me dar as coisas que eu quero com pesquisas óbvias, e oh, eu não me enganei! Achei uma playlist foda (Witches and snakes: southern gothic, mountain music) que estou ouvindo compulsivamente até que, aleatoriamente, “Trampled Rose” veio até mim e eu fiquei extasiado.

Ok, vamos falar um pouco da banda, “Carolina Chocolate Drops” é uma banda de Durham, Carolina dos Norte, uma das últimas remanescentes das ditas cordas afro-americanas que fazem, como eles mesmos dizem e o que também pode ser lido em vários releases, um “prehistoric country rock” unindo músicas mais tradicionais da raiz country com músicas atuais seguindo essa estética country de raiz e puta que o pariu, me desculpem o palavrão, o álbum é de 2010 e cada faixa que eu ouço dele me sinto nos brejos e pântanos da Louisiana! E eu simplesmente, até agora, não consegui parar de ouvir o álbum.

Atentando-me ao álbum o que posso destacar da sonoridade do “Carolina Chocolate Drops” é o banjo muito bem marcado e ritmado por entre as faixas que junto com a gaiva dá aquela combinação perfeita do country de raiz que já fora diversas vezes citado por essa resenha, é que eu não consigo não falar dessa sonoridade, que pode não ser original, mas convenhamos, no auge do século XXI, em uma era de sintetizadores e bases eletrônicas ver um resgate dessa forma, com essa forma, da música negra é ULTRA FODALIZANTE – mais uma vez perdão pelo palavrão.

Destaco aqui as canções que mais me prendem no álbum em questão: “Trampled Rose”, essencialmente pelo seu belo vocal, foi a que primeira, de fato me prendeu e “Hit 'Em Up Style”, conhecida pelo grande público na voz de Blu Cantrell, sucesso das paradas em 2010. Para falar do lado totalmente de raiz do álbum podemos exemplificar com “Cornbread and Butterbeans” que tem basicamente todos os elementos de uma boa música pantanosa. Atenção também para a introdução de “Snowden's Jig (Genuine Negro Jig)”, puta cello foda e o vocal de “Why Don't You Do Right?”.

Enfim, basicamente é isso, acho que gradativamente vou mergulhando de cabeça nesse universo soturno e complicado do folk de raiz, do blues, da boa e tradicional música estadunidense de origem negra que aos poucos vai perdendo espaço para os ritmos que se originaram dela, nada contra, nunca, mas acho que também temos saber de apreciar esse antigo repaginado, a música de resistência que em meio a toda uma modernidade ainda consegue emocionar com um banjo, um violoncelo e uma gaita!




Tracklist:
1.Peace Behind the Bridge
2.Trouble in Your Mind
3.Your Baby Ain't Sweet Like Mine
4.Hit 'Em Up Style
5.Cornbread and Butterbeans
6.Snowden's Jig (Genuine Negro Jig)
7.Why Don't You Do Right?
8.Cindy Gal
9.Kissin' and Cussin'
10.Sandy Boys
11.Reynadine
12.Trampled Rose

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Quem escreve e faz os uploads:

 
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