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quarta-feira, 30 de abril de 2014
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P.H.O.B.O.S. - Tectonics

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Gênero
: Industrial/Doom Metal/Experimental
País: França
Ano: 2005

Comentário: Antes de mais nada, se faz mister a distinção: 'industrial' aqui é aquele industrial corrosivo e altamente experimental, que deu origem a uma multitude de estilos cada vez mais experimentais e corrosivos como o Noise e o Dark Ambient, e não aquele 'industrial' a qual nos referimos quando se tratando de EBM. Portanto P.H.O.B.O.S. não é mais uma daquelas bandas de Industrial Metal que resolveram ter a idéia de mesclar EBM e Metal. P.H.O.B.O.S. é uma das mais intensas, potentes e devastadoras formas de se fazer Metal já compostas, calcando-se totalmente no Noise, no Dark Ambient e no Industrial dos anos 80.

Formada em 2000, a banda foi criada por Frédéric Sacri e Philipe Gerber, em Paris, ainda que somente Frédéric permaneça na banda até hoje. Em 2003 a banda fez sua primeira aparição ao vivo, mas desde então estas continuam sendo raras. A escolha de tudo na banda é criteriosa e precisa: Phobos é o filho de Ares, o deus grego da Guerra, e representa o Medo. Ao lado de seu irmão divino Deimos, que representa o Terror, ambos nomeiam as duas luas de Marte (que é a versão romana de Ares). Phobos representa o pânico que a Guerra trás e, nos mitos, guerreava ao lado de seu pai. Como bem sabemos pelo Martial Industrial, poucas coisas combinam tão bem com industrial como a Guerra. E por que não, o medo? Não raramente os vocais rasgados estridentes na musicalidade do P.H.O.B.O.S. nos instigam um desconforto característico do pavor. Mas se não bastasse isso, ainda há samples de gritos desesperados de dor e terror espalhados por cada nota de guitarra abafada ou batida industrial da percussão da banda.

E em falando de percussão, nenhum título é mais apropriado pra esse álbum quanto "Tectonics". As guitarras no disco são completamente coadjuvantes, num mar de espancamentos industriais percussivos banhados em noise, completamente hipnóticos. A magia causada pela mistura da percussão no front e os vocais e guitarras no background é completamente envolvente, ainda que cause dores de cabeça nos desavisados. Tectonicamente imprimindo suas batidas compassadas de maneira simetrica, porém nada convencional ou previsível, as faixas do disco vão se desenrolando uma mais pesada que a outra.

Mas a música do P.H.O.B.O.S. não é somente cru e visceral, ela também é melódica. Nas profundezas da sonoridade da banda existem acordes melódicos, algumas vezes até lembrando a distorção do Nadja. Isso não torna, no entanto, o disco algo completamente imprevisível - em fato logo na terceira faixa tudo que o P.H.O.B.O.S. tem para oferecer em Tectonics já está posto na mesa. Mas ao mesmo tempo, o disco é exatamente o tipo de coisa para se ouvir com o real intuito de ouvi-lo - portanto nas segundas e terceiras ouvidas o disco cresce absurdamente. Especialmente pelo fato que ficará óbvio com qual humor este deve ser ouvido, em quais circunstâncias e em quais ambientes.

Infelizmente bem pouco divulgado, o trabalho de Frédéric deve ser mais disseminado aos fãs de Metal e Industrial, por que além de extremamente bom é uma das mais perfeitas justaposições dos dois estilos, sem exagerar em nenhum lado. Exageros esses que não se tornaram raros, mesmo num mar de tentativas de fazer essa junção anteriormente.

A banda após esse disco lançou ainda mais dois full-lenghts, onde a sonoridade foi um pouco mais desenvolvida, e esse ano está pra lançar um split com nada menos que o Blut Aus Nord, uma das mais incríveis e pioneiras bandas do Post-Black Metal. Definitivamente aguardando ansiosamente. E além de tudo isso, a arte visual da banda ainda é fantástica, o que pode ser conferido no merchandise da banda, aqui. Realmente é mais uma das coisas que me faz lamentar terrivelmente a disparidade de valor entre o Euro e o Real.




Tracklist:

1. Nietzschean Dynamics 01:44
2. Gregarious 07:11
3. Wisdoom  07:14
4. Monochrome Red 09:21
5. Engulfed In Subduction 04:02
6. Nihil Credo 07:30
7. Inseminator/Matrix 10:22
8. Dormant/Dead End 10:43


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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
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Nine Inch Nails - Hesitation Marks

1 comentários

Gênero: Industrial, Alternative, Experimental, Dark Ambient, Noise
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Resenhar o disco de uma banda pela qual tenho enorme admiração, que significa tanto para mim e com a qual me identifico bastante sem soar tendencioso parece uma tarefa complexa.

O Nine Inch Nails surgiu da mente perturbada do jovem Trent Reznor no final dos anos 80. Com o som caótico de seu disco de estreia, Pretty Hate Machine e o Ep  Broken lançado em seguida, a banda conquistou público e crítica. Mas, foi com o lançamento de The Downward Spiral que a banda explodiu de vez, em um sentido quase literal. A performance do Nine Inch Nails no Woodstock 94 é simplesmente histórica. A imagem de Trent coberto de lama, correndo freneticamente, derrubando tudo e todos que ficassem em seu caminho é a mais icônica de sua carreira. De lá pra cá muita coisa mudou. O som do NIN ficou mais sombrio, mais "acessível", Trent se envolveu com trilhas sonoras, decretou o fim do Nine Inch Nails, se casou, formou o How To Destroy Angels e por fim, resolveu que era hora de voltar com a banda que o consagrou.

Hesitation Marks é o oitavo disco da banda. O disco traz uma sonoridade bem diferente de seu antecessor, The Slip de 2008 e é, provavelmente, o disco mais pop do Nine Inch Nails, o que pode causar certo estranhamento nos primeiros momentos. O primeiro show do retorno já mostrava a nova direção da banda, abrindo com um música nova, 'Copy Of A', já ficava claro que Hesitation Marks seria um disco mais dançante do que o anterior. A verdade é que a escolha dos singles, 'Came Back Haunted' e 'Everything', não fez jus a totalidade do disco. Hesitation Marks é melhor do que eu esperava. Faixas como 'Satellite' te conquistam aos poucos e quando você se dá conta, está se movendo no ritmo da música. 'All Time Low', 'Various Methods Of Escape', 'I Would For You' e 'In Two' são suaves e com batidas mais pop mas, ao mesmo tempo, são sombrias e densas e é essa ambiguidade que faz de Hesitation Marks um disco especial.

No final das contas Hesitation Marks é um ótimo disco mas, peca pela extensão. Esse erro já foi cometido antes no disco duplo 'The Fragile'. Hesitation Marks é mais puxado para o trabalho de Trent Reznor com trilhas sonoras e certamente merece um lugar especial na discografia da banda.

Tracklist:
1. The Eater Of Dreams
2. Copy Of A
3. Came Back Haunted
4. Find My Way
5. All Time Low
6. Disappointed
7. Everything
8. Satellite
9.  Various Methods Of Escape
10. Running
11. I Would For You
12. In Two
13. While I'm Still Here
14. Black Noise

MEGA // Novafile

sexta-feira, 25 de maio de 2012
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Tying Tiffany - Dark Days, White Nights

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Gênero: Electroclash, Synthpop, Shoegaze, Experimental
País: Itália
Ano: 2012

Comentário: Vinda da cena Indie Rock italiana, a ex-baixista, Tying Tiffany, que também já atuou em filmes independentes, lançou em 2005 a primeira música desse novo projeto, que saiu na coletânea Full Body Workout Vol. 2, da gravadora de música eletrônica alemã Get Physical. Em 2005 ela lançou seu primeiro disco, Undercover, e de lá pra cá ela não parou mais, foram dois discos e dois Ep's até chegar ao disco em questão, Dark Days, White Nights.

 Dark Days, White Nights começa com a épica "New Colony", a música é grandiosa, a típica música de abertura. "Dark Day" é mais dançante, e tem mais a cara de Tying Tiffany, "Drowin" faz parte da trilha sonora do jogo FIFA 12 e é uma grande música. "Sinistral" cumpre o que título promete, é bom gothic rock, ecos de Siouxsie And The Banshees podem ser ouvidos durante a música. "She Never Dies" tem uma batida forte, é a mais dançante do disco. "Universe" e "Unleashed" são duas músicas bem post-industrial. "5 am" tem um clima ambiente que mesmo em meio a barulheira de algumas músicas não destoa do resto do disco, certamente um dos maiores destaques. "White Nights" fecha o disco invocando novamente o clima Gothic Rock.

Tracklist:
1. New Colony
2. Dark Day
3. Drownin
4. Sinistral
5. She Never Dies
6. Universe
7. Unleashed
8. 5 Am
9. Lepers Of The Sun
10. White Night

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terça-feira, 15 de maio de 2012
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oOoOO - Our Love Is Hurting Us EP

2 comentários
Gênero: Shoegaze, Post Industrial, Synthpop, Dark Wave, Trip Hop
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Projeto de Chris Dexter Greenspan, oOoOO (cuja pronuncia correta é "oh") é uma daquelas bandas que foi incluída naquilo que o Pithcfork Media definiu como Witch House. O primeiro lançamento foi o EP CD-R de 2010, e de lá pra cá a banda vem ganhando reconhecimento, chegando a ser convidada para fazer remixes para bandas como The Big Pink, Him e Marina & The Diamonds.

Our Love Is Hurting Us, assim como os lançamentos anteriores do oOoOO, traz uma sucessão de músicas bem viajadas, com um ritmo envolvente e batidas que remetem ao Trip Hop. A música que abre esse Ep, "TryTry", destoa um pouco do resto do EP, em seguida "Springs", que é um dos maiores destaques desse lançamento, vem carregada de elementos do Tri Hop, como citado anteriormente, bem como a subsequente "Starr", que traz um vocal bem arrastado. "Break Yr Heart" é a música mais "acessível" desse EP, que fecha com o vocal infantil da ótima "NoWayBack".

Tracklist:
1. TryTry
2. Springs
3. Starr
4. Break Yr Heart
5. NoWayBack

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quinta-feira, 26 de abril de 2012
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Marilyn Manson - Born Villain

3 comentários
Gênero: Alternative Metal, Industrial
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: É sempre muito difícil falar de Marilyn Manson. Amado por uns, odiado pela maioria, a banda iniciou suas atividades em 1989, durante sua carreira sofreu mudanças constantes em sua formação e lançou alguns bons discos, vide o clássico Antichrist Superstar de 1996, disco produzido por Trent Reznor (tudo que esse cara toca vira ouro). Os fãs mais xiitas certamente vão se irritar com o texto que se segue.

Fato é que nos últimos anos Marilyn Manson não tem sido feliz em seus lançamentos, havendo uma queda de qualidade significativa. Born Villain, oitavo disco de estúdio da banda, era a oportunidade de Manson voltar com tudo, mas não rolou. Marilyn Manson foi uma banda que eu ouvi bastante na minha adolescência, e vê-los voltar depois de alguns discos não muito bons era algo que eu esperava muito. The High End Of Low foi melhor do que Eat Me Drink Me e a expectativa era que Born Villain fosse melhor do que seu antecessor, o que realmente aconteceu, mas ficou a sensação de que podia ser melhor. A volta de Twiggy Ramirez, que já passou por bandas como Nine Inch Nails e A Perfect Circle, além de ter gravado as guitarras no disco de estreia de Melissa Auf Der Maur (ex-Hole e ex-Smashing Pumpkins), e ter remixado algumas faixas do Oasis, realmente fez diferença, o instrumental nesse disco está impecável.

A sensação inicial que tive ao ouvir o disco era que realmente a banda tinha reencontrado seu caminho, mas infelizmente essa sensação só durou até a quinta faixa, "Slo-Mo-Tion", que, aliás, teria funcionado melhor se fosse só instrumental. O disco abre com "Hey, Cruel World", que é uma ótima faixa de abertura, o clima da música remonta perfeitamente aos tempos áureos da banda e é talvez a melhor do disco, seguida pelo primeiro single desse novo disco "No Reflection" que tem um instrumental ótimo. A sucessão de boas músicas continua com "Pistol Whipped" e "Overneath The Path Of Misery", que foi a trilha sonora de um curta metragem intitulado Born Villain, dirigido por Shia LeBeouf (aquele cara do Transformers)  e lançado por Manson como uma espécie de trailer do novo disco. O que se ouve após a já citada "Slo-Mo-Tion" é uma repetição daquilo que já tinha sido feito em High End Of Low, mais do mesmo. O clima quebra e o disco soa completamente diferente do que estava, com algumas exceções como a excelente "Murderers Are Getting Pretier Every Day".

É interessante ver um artista que tanto cultuei em minha adolescência se recriando, ou pelo menos tentando. Born Villain é um disco que vai agradar os fãs mais recentes, mas aqueles que como eu, estão velhos e entediados, só terão alguns momentos de diversão e nada mais. Espero que os próximos discos continuem com essa melhoria gradual que vem ocorrendo. Em entrevista recente Marilyn Manson disse que esse disco seria a sua volta, bem, ele quase acertou.

Quase me esqueço, a faixa "You're So Vain" é um cover de Carly Simon e conta com a participação do ator, galã e ídolo de todo e qualquer pseudo-cult Johnny Depp.

Tracklist:
1. Hey, Cruel World
2. No Reflection
3. Pistol Whipped
4. Overneath The Path Of Misery
5. Slo-Mo-Tion
6. The Gardener
7. The Flowers Of Evil
8. Children Of Cain
9. Disengaged
10. Lay Down Your Goddamn Arms
11. Murderers Are Getting Prettier Every Day
12. Born Villain
13. Breakin The Same Old Ground
14. You're So Vain
15. No Reflection (Radio Edit)

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Quem escreve e faz os uploads:

 
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