Mostrando postagens com marcador Symphonic Black Metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Symphonic Black Metal. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Avatar

Agartha - V

0 comentários

Gênero: Black Metal com umas pitadinhas bem generosas de Experimental
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Agartha é uma banda formada por uma dupla de músicos estadunidenses de Nashville, no Tennessee, que de forma completamente independente lançaram, até a data, somente este álbum que vos posto, V, e que inclusive está disponibilizado totalmente grátis no bandcamp da banda. O disco apesar de parecer só mais um, é completamente surpreendente em toda sua extensão ao ouvinte que se dispor a ouvi-lo com a idéia de que vai encontrar um disco de Black Metal tradicional. Por isso, embora a banda não se intitule experimental (e de fato nem é pra tanto), é inegável que tradicional essa sonoridade não é.

Adam Philips, que é responsável por quase tudo no disco, exceto as guitarras, é o mastermind por trás do projeto, que se iniciou em 2007, e consegue num único disco mesclar diversas vertentes do Black Metal atual de forma coesa, embora em alguns momentos soe um pouco artificial, mas de leve.  De forma geral o Black Metal tradicional não prima lá muito pelo feeling, exceto talvez pela morbidez e o frio cortante dos riffs monolíticos. Agartha se coloca então na contramão dessa tendência, visto que as músicas quase em sua totalidade exploram diversas técnicas de criar o dito feeling, seja através de quebradas melódicas de ritmo em meio as músicas, teclados que remetem diretamente ao Symphonic Black Metal e até mesmo grooves - o famoso "para e vai" - que já são completamente alienígenas ao Black Metal, exceto nos trabalhos de bandas que exploram a temática de guerra, como o Marduk.

Destruction Of The Gates, 
por exemplo, começa crua e fria com riffs pouco explorando o tremolo tradicional do estilo, mas ao mesmo tempo não muito longe disso, pra terminar com uma vibe de muito feeling, devido ao toque melódico exarcebado constratando com os vocais guturais. Já The Cry Of Aggni é totalmente sinfônica e melódica, embora seja de longe uma das melhores faixas do disco do início ao fim, soando bem violenta devido aos vocais e ao instrumental. E MCCCXVI é recheada de blast beats e tremolos pra nenhum fã de Black Metal botar defeito. Os vocais de Adam são o ponto chave pra manter a coesão do disco, 100% rasgados. Se na salada de influências do disco ainda houvessem vocais limpos, muito provavelmente ficaria bastante enjoativo, mas felizmente não é o caso. O instrumental do disco também é fantástico, em todas suas variações, especialmente os riffs, que variam de ritmo e tempo no momento certo em todas as faixas.

Agartha é uma banda extremamente pouco conhecida da cena do Black Metal estadunidense mas que sem dúvida alguma vale a pena ser ouvida. Ainda mais que o cara disponibiliza o material gratuitamente, não há desculpa pra não conferir. É extremamente gratificante divulgar um projeto como esse, espero que baixem bastante pra valorizar o trabalho dos caras.

PS: Se você por acaso tem um blog ou site de downloads, não reupe esse disco pra depois postar no seu site. Use o próprio link do bandcamp da banda. Eu baixei esse disco através de um outro blog e se não fosse eu pesquisar, jamais saberia que o cara disponibilizava o disco de graça. E é extremamente legal baixar de onde o cara pode ter uma idéia de quantas pessoas baixaram. Não seja besta.


Tracklist:

1. The Council of God (Genesis 1:26) 06:05
2. Destruction of the Gateway 04:31
3. Eleven Shadows of Ahasuerus 05:00
4. The Cry of Aggni 05:22
5. The Elder 04:49
6. MCCCVII 02:39
7. The Dawn of the 1st Great War 02:34
8. The Creation of Parsifal 06:13

Download:

terça-feira, 23 de outubro de 2012
Avatar

Cradle of Filth - The Manticore and Other Horrors

1 comentários
Gênero: Symphonic Black Metal / Extreme Gothic Metal
País: Reino Unido
Ano: 2012

Comentário:Dispensa comentários e apresentações sobre essa "ex" horda que aqui lhes trago. COF é talvez a banda mais controversa, odiada e perseguida por tr00s, fãs de música extrema e até por mulequinho que aprendeu a ouvir Black Metal ontem e não sabe nem o porquê dessa ira que aflingem os antigos fãs. Como já foi resenhado e muito bem resenhado por sinal aqui e aqui nesse nosso querido e majestoso blog, não vou fazer uma biografia da banda, isso já feito minuciosamente nos links acima (eu nunca faria melhor). Não deixando de relevar que eu também era fã, e fui em um show deles em São Paulo, na tour do disco "Nymphetamine" em 2004, e mesmo em uma pegada mais pop na época (o que vem se mantendo até hoje), o show não me decepcionou, muito pelo contrário.

De acordo com o site oficial, onde não consta a presença de David Pybus na banda, ao contrário do blabbermouth e do myspace da banda, onde Dave ainda esta no lineup, a saída do baixista teria sido a única mudança expressiva no lineup dede o último trabalho. Creio que o baixista não integre mais a formação, já que a gravação do contra-baixo ficou por conta de Daniel Firth. Completando o time, vem Paul Allender e James McIlroy nas guitarras, Marthus na bateria, Lucy Atkins nos vocais femininos, Will Graney na regência dos corais, e nas vozes, produção, composição das letras e tudo o mais, o mais promíscuo, odiado, pop, pomposo, untr00, poser, mais muito competente, Dani Filth, fazendo o trampo acontecer. Destaque para a arte da capa, muito bem feita, o que é uma constância nos trabalhos do COF, feita por Matt Vickerstaff, também responsável pelo layout do disco anterior.

Dani Filth deu algumas declarações sobre a concepção deste disco, dizendo: " O disco está mais curto, mais punk", "Nós nos concentramos na melodia e técnicas diferentes que foram ligeiramente ausentes da nossa música", "Ainda continua extremo, ainda é Cradle of Filth". Antes da audição do album, essas declarações já soam como desculpa e me faz esperar algo mais "nas coxas", e me deixa quase certo de uma nova tentativa de reinvenção, aliás, esse grupo é o campeão do "bla bla bla" e das reinvenções catastróficas, mudando muito, mais muito mesmo o seu gênero durante os anos, o que me deixa curioso com cada disco novo que saia, mesmo eu tendo quase certeza de que não gostarei do que irei ouvir. ( Se assemelha ao Metallica, a cada disco que lançam, tem muita falação, eu ouço, e vejo que tenho razão). Vamos a análise do cd. Contando com 11 faixas, e por incrível que pareça, a mais longa não chega a 6 minutos.Com uma introdução instrumental sem muita inspiração, "The Abhorrent" começa como um petardo, mas apesar dos urros estridentes, o vocal não tem nada de extremo, sendo cantado com uma técnica mais light e forçada. O instrumental é algo melódico, gótico e bem bonito, com destaque para a melodia e ambientação dos teclados. "Frost on Her Pillow", foi a escolhida para ilustrar um video clipe, muito bem feito pra variar, e é talvez a música mais bem feita no disco. O vocal continua sem a digital "Dani Filth", soando meio estranho a meus ouvidos. O instrumental melódico e muito bem feito, deixando pra trás o que uma vez foi black metal, sendo um gothic metal com todas as suas nuances. A minha preferida é "Succumb to This", com um riff mais pesado, um vocal feminino bem legal, mas está muito aquém do que foi feito algum dia.

Resenhar um disco novo do COF pode ser algo muito interessante, ambíguo e ingrato. Se olharmos o disco de uma maneira única, sem olhar para uma história, sem respeitar os fãs, esse disco em si, esta longe de ser ruim, aliás, é um disco de gothic muito legal, que da pra ser ouvido inteiro, não é cansativo, é sim, muito legal. Mas se for olhar uma banda pioneira do black sinfônico, a porta de entrada para o black metal (eu comparo como sendo a maconha do metal, que é a porta de entrada para coisas mais pesadas, grande parte quer coisas mais pesadas), deixa muito a desejar. Dani Filth não é mais aquele vocalista versátil, sendo a voz dele a que mais mudou, e a coisa que mais me encomodou no disco. Mesmo mantendo uma sinfonia, os riffs legais (a linha de guitarra nunca foi o forte desse grupo), a batera com a mesma pegada de outrora, parece que Dani Filth, foi e é o principal motivo dessa banda ter abdicado de uma história de clássicos como "The Principle of Evil Made Flesh", e ter afundado de vez no limbo, e mesmo com uma tentativa nova a cada disco, vejo cada vez mais longe(se não impossível) a volta aos tempos aureos, pois apesar do vocalista renegar o Black Metal, mesmo ele voltando a raíz e fazer um raw black metal tr00, sempre ira pairar sobre ele toda disconfiança, e ele pra sempre será visto como um mercenário e falso, fato. Um bom disco para quem nunca ouviu Cradle of Filth, ou para ter sua própria opinião, e reforço, bom disco de gothic metal, nada além disso.

Site Oficial / LastFM / Myspace

Tracklist:
1.The Unveiling of O - 2:07
2.The Abhorrent - 5:53
3.For Your Vulgar Delectation - 4:46
4.Illicitus - 5:24
5.Manticore - 5:53
6.Frost on Her Pillow - 4:12
7.Huge Onyx Wings Behind Despair - 4:23
8.Pallid Reflection - 5:34
9.Siding With the Titans - 5:17
10.Succumb to This - 4:43
11.Sinfonia - 3:25

Download:
Megashares / Crocko / Sendmyway / Fileflyer / Rapidgator

quarta-feira, 9 de maio de 2012
Avatar

Ne Obliviscaris - Portal Of I

8 comentários

Gênero
: Avant-Garde Black Metal
País: Austrália
Ano: 2012

Comentário: Estamos já bem acostumados a ouvir bandas de Black Metal com elementos sinfônicos, elementos de Doom Metal como o DSBM, e as shoegazeadas lideradas pelo Alcest. Porém escondida nos porões do estilo existe uma outra vertente sem nome que surge aqui e ali de vez em quando com álbuns fantásticos - o chamado "avant-garde" Black Metal, que mescla à sonoridade do estilo elementos melódicos capitaneados por instrumentos atípicos, como o Saxofone, o Violoncelo e o Violino, ou ainda simplesmente vocais limpos. Muitos chegam a afirmar que são bandas do chamado "Progressive Black Metal", e como eu acho ridículo chamar qualquer coisa melódica e com vocal limpo de "progressivo", prefiro evitar. São bandas como Enslaved, o trabalho solo do ex-vocalista do Emperor, Ihsahn, o Arcturus, e algumas outras parecidas dentro dessa vibe. Acho que deu pra entender.

Pois bem, Ne Obliviscaris é uma banda surgida em 2003 em Melbourne que ao lançar sua demo em 2007, The Aurora Veil, de forma independente, logo de cara chamou toda a atenção dos fãs desse estilo de Black Metal por conter, entre outras coisas, um vocalista só pra cantar limpo e bem melódico, e que também é violinista, e o instrumento tomava a frente de todos os outros em muitos momentos da demo. Apesar de não ser exatamente uma coisa nova, era feito de uma forma totalmente diferente das outras bandas que citei por que realmente não tinha vergonha alguma de jogar vocais melódicos e violinos totalmente a frente dos outros instrumentos, em certos momentos tinhamos a nítida sensação de não estar ouvindo um disco de Black Metal até que surgiam vocais rasgados e uma bateria com blast beats, tremolos de guitarra, e toda aquela coisa.

E por causa dessa demo a banda criou uma grande expectativa para um Full-Lenght, e eis que finalmente aqui o temos. Portal Of I mal saiu a uns dias e alguém já jogou na internet (pra nossa felicidade, embora como a banda ainda é de uma gravadora pequena - duvido que por muito tempo - o disco está a venda a módicos 19 euros, que dá uns 50 mangos já com frete pro Brasil, aqui, ou seja, não há justificativa pra não comprar, é quase mais barato que você pagaria nesse mesmo cd numa loja no Brasil - thanks impostos!). E como já havia sido esperado baseado nas previews que a banda havia soltado no seu facebook oficial, o álbum é tudo que esperavamos, e ainda vai muito além.

O disco conta com 7 faixas, sendo 3 destas justamente as faixas da demo de 2007. Apesar delas serem lindas e combinarem perfeitamente com o resto do disco, nota-se claramente uma evolução da demo pra esse disco e as 4 músicas novas são ainda mais incríveis e se distanciam em qualidade abissal das músicas antigas, portanto nota-se claramente uma diferença de qualidade entre as antigas e novas músicas e isso soa ligeiramente esquisito, embora natural. Mas pra quem não conhece a banda, eis aqui um resumo do que é Portal Of I: imagine uma banda com o instrumental totalmente pesado, a nível de bandas de Black Metal mais pesadas como o Crimson Moonlight (só pelos bumbos, me lembraram muito esses caras), com a adição de passagens totalmente absolutamente melódicas, com o uso de um violino bem, mas bem mais construido que um simples background; aqui ele é um instrumento a nível das guitarras, que também fazem solos virtuosos durante todo o disco. O baixo tem um papel fundamental na construção desses momentos, enquanto muitas vezes as guitarras somem ou se tornam arpejos acusticos, o baixo dá todo o tom e a base pros solos de violino. A bateria, como eu já disse ao comparar com o Crimson Moonlight, é totalmente focada num trabalho de bumbos e pratos e não muito frequentemente apela pra Blast Beats, embora eles existam no decorrer do álbum. Normalmente o ritmo da banda é bem rápido nas partes pesadas, mas muito cadenciado ao mesmo tempo, então blast beats só atrapalhariam. Os vocais alternam-se entre rasgados agudos caracteristicos do Black Metal muito bem feitos e vocais limpos totalmente melódicos que normalmente aparecem junto com o violino. Enfim, certamente não deu pra entender bulhufas por essa explicação e eu realmente acho melhor escutar pra sacar toda essa proposta da banda. Só pra embolar mais ainda, as influências no disco ainda vão muito além de só um black metal com violino e vocal limpo, temos muito Jazz, Death Metal e muita latinidade, mas isso você só vai perceber ao ouvir com calma.

Enfim, como eu esperava, um grande, enorme (até na duração) disco. Mas se você gosta de Black Metal truzão, raivoso, satanico e maléfico, passe longe. Se você estiver disposto a ouvir algo pesado e totalmente inesperado, vai se maravilhar, no entanto. Vejam a prévia e vamos ver quem se atreve a discordar que estamos diante de um grande candidato a Top 2012.

MySpace

Tracklist:

1.Tapestry of the Starless Abstract 12:01
2.Xenoflux 10:01
3.Of the Leper Butterflies 05:52
4.Forget Not 12:04
5.And Plague Flowers the Kaleidoscope 11:35
6.As Icicles Fall 09:24
7.Of Petrichor Weaves Black Noise 10:43

Links:

320 Kbps, 162,55 Mb
DepositFiles//Mega

quarta-feira, 28 de março de 2012
Avatar

Abigail Williams - Becoming

2 comentários

Gênero
: Black Metal
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Abigail Williams, nome da garotinha de 11 anos que em 1692 foi acusada de bruxaria na famosa cidade de Salem, em Massachusetts, e percusora do infeliz incidente que culminou na morte de dezenas de pessoas (e hoje é motivo de atração turística em Salem, por mais imbecil que isso pareça) é um nome bem adequado também para esta banda formada em 2004, em Phoenix, Arizona. Primeiro por ser uma banda de Black Metal estadunidense, e segundo e mais importante de tudo, por agregar ao seu Black Metal elementos do tão em voga na época Deathcore (que era tão pop quanto essa história das bruxas de Salerm). Felizmente essa fase 'metalcore' da banda ficou pra trás, e em 2012 o Abigail Williams traz, na minha opnião, o mais surpreendente lançamento de Black Metal do ano até agora.

A banda possui 3 full-lenghts na carreira, o primeiro, In the Shadow of a Thousand Suns de 2008 foi bem recebido por trazer ao Deathcore influências de bandas como Mayhem e Dark Funeral. No entanto a sonoridade era meio superficial, cheia de breakdowns de Deathcore além daquele - chatíssimo - vocal esguelado de bandas como Suicide Silence. Confesso que não cheguei a ouvir o segundo álbum dos caras, de 2010, In the Absence of Light, de tanto que eu não gostei do primeiro. Porém resolvi dar uma chance pra Becoming e me surpreendi.

Apesar de manter o mesmo vocalista desde o primeiro disco - que é o único remanescente da formação original - os vocais neste disco são completamente diferentes da estética do metalcore. Aliás, não tem nada que lembre nem remotamente ao Metalcore neste disco, e isso que me surpreendeu. A vibe do disco oscila entre um Black Metal bem sorumbático, cadenciado e por vezes bastante sinfônico - como na putaquilparilmente foda Beyond The Veil, totalmente inspirada pelo Emperor - mas dando lugar a blast beats e tremolos intensos, ainda que eles sejam muito mais próximos a bandas como Woods Of Desolation, Shining antigo e Hypothermia. Ou seja, há uma carga aqui extremamente próxima ao que chamariamos de DSBM, porém com uma approach diferente, difícil de explicar, que torna a sonoridade da banda ainda mais obscura e atmosférica. Voltando a comentar sobre os vocais, eles são responsáveis por grande parte do peso do disco, visto que ele em sua maior parte é bem cadenciado, alternando entre rasgados bem blackmetalerísticos e guturais extremamente graves nos momentos mais intimistas do disco.

Enfim, seria inocência de minha parte tentar explicar toda a gama de gêneros do Black Metal que o Abigail Williams explora num único disco, portanto ali no gênero está somente "Black Metal". Mas aqui temos muitas partes sinfônicas a lá Emperor, DSBM nas linhas melódicas de guitarra e baixo e na bateria quase sempre cadenciada, e uma pegada atmosférica dada pelos vocais quase sempre abafados e solos lentos reverberizados ao longo das faixas. É um discasso, em suma. Recomendado a todo fã de Black Metal mais ortodoxo, pois o Abigail Williams largou a adolescência rebelde do metalcore pra trás e caiu de cabeça no estilo que nunca deixou de lado, o Black Metal de verdade. Divirtam-se.

MySpace//Facebook

Tracklist:

1.Ascension Sickness 11:12
2.Radiance 5:33
3.Elestal 8:12
4.Infinite Fields of Mind 10:11
5.Three Days of Darkness 2:27
6.Beyond the Veil 17:31

Links:

Zshare//Rapidshare//Wegotmedia (se for um mal servidor me avisem)//Filefactory

quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Avatar

Antestor - Discografia

2 comentários

Gênero: Atmospheric Doom/Death (ínicio) - Symphonic Black Metal (depois)
País: Noruega
Periodo de Atividade: 1990-2007 / 2010-Atualmente

Comentário: Antestor é uma das bandas mais paradoxais que eu conheço! Formada em 1990 com o nome de “Crush Evil" por Lars Stokstad, Kjetil Molnes, Øyvind Hope e Erling Jørgensen, foi à primeira banda cristã de metal extremo da Noruega. Por isso digo que a banda é paradoxal, porque ele carrega todos os elementos do metal extremo em suas canções, performances e maneira de se vestirem, sempre com uma postura sombria, até chegando a usar corpse paint, mas o que dá o contraste tão peculiar é o fato de ser uma banda assumidamente cristã e expressarem isso em suas letras.

Isso gerou e ainda gera muita indignação no meio do metal extremo, tanto por parte dos ouvintes, quanto das outras bandas, indignação e repúdio tal, que rendeu várias ameaças aos membros do Antestor ao longo dos anos, sendo maiores e mais númerosas no ínicio. Com o tempo as ameças foram cessando e a ideia de uma banda cristã foi sendo mais aceita, mas muito gente ainda não aceita isso, principalmente os mais tr00s, e cristãos mais conservadores. Sei que muita gente vai torcer o nariz por ver ler “cristã” e "Black Metal" no mesmo texto, mas por mais antagônico que possa ser uma banda cristã tocar Black/Death/Doom Metal, musicalmente falando, os caras não deixam nada a desejar, possuindo uma sonoridade que vai agradar até os fãs mais tr00s, mas pra isso acontecer o ouvinte deve ter a mente aberta e despir-se de preconceitos.

O Antestor gerou muita polemica desde a sua criação, na época e durante o tempo que esteve ativa seus membros receberam várias ameaças de morte por parte de outras bandas de Black Metal que consideravam o fato de existir uma banda de metal extremo, que fosse declaradamente cristã um insulto e até uma afronta.  Chegando ao ponto de Euronimous, membro fundador da banda de Black Metal Mayhem declarar que tinha um plano para matar os integrantes do Antestor, mas no final das contas a banda saiu ilesa. E ironicamente algum tempo depois o baterista do Mayhem, Hellhammer, assumiu a bateria em dois dos álbuns do Antestor, "Det Tapte Liv" e "The Forsaken", e quando foi questionado por um site russo sobre o fato ele deu a seguinte declaração:

"Para ser honesto, isso (tocar para o Antestor) foi um grande "merda" para todos eles (colegas do Mayhem e gravadora). Vou repetir mais uma vez que eu decido o que eu faço e não só toco em bandas de Black Metal."

A banda teve várias formações ao longo dos anos, e por conta dessa troca constante de integrantes sofreu variações na sua sonoridade, passando de Doom Metal com influências de Death/Thrash para Symphonic Black Metal no Final.

Em 1991, ainda sobre o nome de Crush Evil, lançam sua primeira demo “The Defeat of Satan”. Então em 1993 resolvem mudar de nome para Antestor (que é “testemunhar” em latim) e lançam sua segunda demo "Despair". Nessas duas primeiras demos a banda faz um Doom/Death pesado e bastante atmosférico, criando um som onde predomina um clima sombrio e amedrontador. Vocais guturais ultra graves, variando com limpos bastante sombrios, guitarra com riffs lentos nas horas mais Doom, e rápidos nas passagens mais Death, com solos encaixando nas horas certas, bateria marca lenta, mas quando precisa solta uns pedais duplos, e o órgão que fica encarregado de ajudar na criação das atmosferas sombrias.

Seguindo essa mesma linha a banda lança em 1994 seu primeiro full-length, "Martyrium". Mas aqui já é possível notar uma influencia maior do Black Metal, com os guturais mais gritados e agudos alternando com os graves, guitarra com distorções também agudas e riffs mais rápidos, em tremolo. Também é possível perceber uma pitada de progressivo, como é o caso da canção “Depressive” que começa com um solo de piano.

Em 1997 a banda consegue um contrato com a gravadora Cacophonous Records, que também já foi a gravadora de bandas consagradas, como Cradle of Filth e Dimmu Borgir. E sob este selo lançam "The Return of Black Death". Nesse lançamento a sonoridade já está bem voltada para o Black Metal, deixando o Doom mais de lado e adicionando pitadas de Folk/Vinking. Aqui a banda cria atmosferas mais assombrosas, frias e hipnóticas, e rotulam o estilo como “Sorrow Metal”.

O Ano 2000 marca a saída do vocalista Kjetil Molnes, e quem assume o vocal é Ronny Hansen. Então em 2003 lançam um álbum, que é uma compilação dos seus dois primeiros demos, intitulado "The Defeat of Satan".

Antes de lançarem o proximo full-length, em 2005, eles lançaram em 2004 um EP, "Det Tapte Liv", que contém canções que os integrantes sentiram que não se enquadravam com o álbum “The Forsaken” lançado em 2005, e assim foram lançadas separadamente. As canções desse EP tem como destaque o piano, presente e quase que somente ele, em 3 das 5 canções.

Além do vocalista a banda sofreu outras mudanças no seu line-up, fazendo com que também mudassem seu estilo musical, estilo esse, que está presente no ultimo álbum da banda, lançado em 2005, chamado "The Forsaken", que não agradou muito os fãs mais antigos, justamente pela mudança de sonoridade, mas conseguiu boas criticas pelo publico especializado. A banda nessa sua ultima fase pode ser classificada como Symphonic Black Metal, mais vão muito além, com canções mais elaboradas, os integrantes demonstram bastatnte tecnica, com belos solos de guitarra, sons de pianos, tudo bem ajustado, encorpado e imponente, com belas ambientações, mesclando melancolia e brutalidade, se tornando um trabalho obrigatorio pra quem curte o estilo.

Em Março de 2007 a banda anunciou o fim de suas atividades, permanecendo inativos até 2010, quando assinaram contrato com a Bombworks Records, e já estão em processo de gravação de um novo álbum com lançamento previsto para 2012.

[Site/MySpace/LastFM]

Releases:

Álbum: Martyrium
Ano: 1994

Tracklist:

1.Spiritual Disease - (6:42)
2.Materalisic Lie - (3:13)
3.Depressed - (6:43)
4.Thoughts - (7:09)
5.Under the Sun - (5:00)
6.Inmost Fear - (5:38)
7.Searching - (3:00)
8.Martyrium - (2:59)
9.Mercy Lord - (6:40)

Megaupload/Mediafire/4Shared



Álbum: The Return of the Black Death
Ano: 1998

Tracklist:

1.Vinterferden - (1:21)
2.A Sovereign Fortress - (4:54)
3.Svartedauens Gjenkomst - (4:42)
4.Sorg - (6:14)
5.The Bridge of Death - (5:31)
6.Gamlelandet - (6:14)
7.Kilden - Lik En Endelos Elv - (6:23)
8.Kongsblod - (5:50)
9.Battlefield - (5:59)
10.Ancient Prophecy - (8:00)
11.Ildnatten - (2:05)

Megaupload/Mediafire/4Shared



Álbum: The Defeat of Satan
Ano: 2003

Tracklist:

1.Preludium - (0:54)
2.Demonic Seduction - (6:09)
3.Message from Hell - (3:45)
4.Lost Generation - (3:24)
5.Human - (5:03)
6.Jesus, Jesus Ver Du Hjå Meg - (3:16)
7.The Defeat of Satan - (9:04)
8.New Life - (7:37)
9.Jesus Saves - (8:26)
10.Knus Ondskapen - (1:03)

Megaupload/Mediafire/4Shared



Álbum: Det Tapte Liv
Ano: 2004

Tracklist:

1.Rites of Death - (3:46)
2.Grie - (3:32)
3.Last Season - (3:45)
4.Med Hevede Sverd - (4:50)
5.Det Tapte Liv - (2:46)

Megaupload/Mediafire/4Shared



Álbum: The Forsaken
Ano: 2005

Tracklist:

1.Rites of Death - (4:14)
2.Old Times Cruelty - (3:56)
3.Via Dolorosa - (5:09)
4.Raade - (3:28)
5.The Crown I Carry - (4:52)
6.Betrayed - (4:21)
7.Vale of Tears - (5:52)
8.The Return - (4:47)
9.As I Die - (4:51)
10.Mitt Hjerte - (3:18)

Megaupload/Mediafire/4Shared



Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.